Compromisso com Vida

Na esfera Ambiental, o Compromisso com a Vida possui 2 pilares: Enfrentar a crise climática e proteger a Amazônia, e Abraçar a circularidade e a regeneração.
Confira nossos compromissos:

Enfrentar a Crise Climática e proteger a Amazônia

Nos comprometemos em zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2030 para nossos quatro negócios. Nosso objetivo é fazer isso em linha com metas baseadas na ciência, rastreando as emissões em toda a nossa cadeia de valor e de nossos fornecedores, desde a extração de matérias-primas até o descarte de embalagens.

Atualmente, nossas emissões de GEE são estimadas em cerca de 2 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Já enfrentamos esse problema usando energia renovável e projetos que impulsionam a eficiência energética, além de soluções de logística e distribuição com baixo teor de emissão de carbono.

Já trabalhamos na compensação das emissões que não é possível evitar, por meio de projetos de créditos de carbono na Natura e na Aesop. Por exemplo, só a Natura já evitou a emissão de mais de 162 mil toneladas de CO2 equivalente, uma redução de 32% em relação a um modelo tradicional de operação. A Aesop é carbono neutro na Nova Zelândia e Austrália, enquanto a Avon tem emissões zero de Escopo 2 devido ao uso de energia renovável. Planejamos expandir o uso de tecnologias de redução disponíveis no mercado de energia, eficiência logística e embalagens, por meio de parcerias.

Somos signatários desde 2019, do Business Ambition for 1.5°C, em linha com esses compromissos dedicaremos os próximos dois anos à consolidação da pegada de carbono de nossa organização para os escopos 1 e 2 e ao cálculo e consolidação da pegada de carbono para o escopo 3 com a consultoria Carbon Trust.

Somos co-fundadores da Transform to Net Zero, uma iniciativa intersetorial que visa impulsionar a pesquisa, o fortalecimento institucional e as práticas recomendadas para que o setor privado possa alcançar reduções de emissões significativas, em equilíbrio com progresso econômico. O objetivo da coalizão é que todas as empresas participantes do ranking da Fortune Global 1000 tenham metas sustentadas por planos de transformação para serem carbono zero até 2050.

Proteger a Amazônia

Há 20 anos, a Natura desenvolve alternativas econômicas sustentáveis para a região amazônica. Atualmente, a Natura contribui para a conservação de 2 milhões de hectares de floresta, área equivalente à metade da Holanda, e a meta é contribuir para a conservação de 3 milhões de hectares até 2030.

A empresa pretende expandir seu alcance de 33 para 40 comunidades fornecedoras e aumentar as fontes de receita com o uso de 55 bioingredientes (partindo de 38). Com isso, espera-se repartir pelo menos R$ 60 milhões com as comunidades locais (partindo de R$ 33 milhões).

Isso é possível graças à linha Ekos, que nasceu baseada em três pilares: comércio justo, conservação da biodiversidade e relações de confiança com as comunidades locais.

Com esses produtos, a Natura ajudou a aproximar a Floresta Amazônica da vida de seus consumidores. Em 2020, a linha Ekos foi novamente certificada pela União para o Biocomércio Ético (UEBT, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos que atesta boas práticas de produção e comércio justo nas cadeias fornecedoras.

Para sustentar esse modelo de negócios Natura criou o Programa Natura Amazônia que já gerou mais de R$ 2,1 bilhões em volume de negócios na região, o dobro da previsão desde seu lançamento em 2011. A ideia do programa é criar um modelo pelo qual a Amazônia seja mais do que uma fornecedora de matérias-primas, revelando o valor de sua cultura e vocação para a tecnologia. O modelo contribui para melhorar a qualidade de vida local e a conservação do patrimônio florestal.

Promovemos a criação da Concertação pela Amazônia, uma rede de mais de 300 lideranças dos setores público e privado engajados com o crescimento sustentável da região. Temos o objetivo de estabelecer uma ampla base de conhecimento sistemático sobre a região e projetos comuns para um caminho diferente de desenvolvimento, que promova a conservação em um modelo não predatório.

Biodiversidade

Ampliaremos para todo o grupo o programa de pagamentos de ABS (Acesso e Compartilhamento de Benefícios), para contribuir a evitar a perda da biodiversidade no mundo em linha com as diretrizes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica e em cumprimento do Protocolo de Nagoya.

Firmaremos parceria com a Science-Based Alliance (Aliança Baseada na Ciência) para estabelecer uma nova estrutura para a proteção da natureza, criando metas por meio de parcerias com a UEBT, com a Science Based Targets Network (rede de metas baseadas em ciências, SBTN, na sigla em inglês) e com a Business for Nature (Negócios pela Natureza).

Começamos a trabalhar One Planet Business for Biodiversity (OP2B), uma coalizão internacional de negócios intersetorial criada na Europa, e voltada para a ação sobre biodiversidade, com foco específico na agricultura e regeneração. A coalizão está determinada a impulsionar a mudança sistêmica transformacional e catalisar ações para proteger e restaurar a biodiversidade cultivada e natural dentro das cadeias de valor, envolver tomadores de decisão institucionais e financeiros e desenvolver e promover recomendações de políticas para a estrutura de biodiversidade pós-2020, na Convenção de Diversidade Biológica (CBD COP15), em 2021.

The Body Shop desenvolveu um programa de comércio justo com 18 comunidades em 14 países.

Aesop realizou uma parceria com a Dutjahn Sandalwood Oils (DSO), em Kalgoorlie, Austrália Ocidental. A Aesop firmou parceria com a empresa em 2018, após uma extensa pesquisa por óleo de sândalo de origem ética que atendesse ao seu perfil de aroma e requisitos de qualidade. A DSO é uma empresa de 50% de propriedade indígena, que obtém o óleo a partir da mistura de novas árvores de plantação e velhas árvores silvestres do deserto, que são colhidas de forma sustentável pelos guardiões locais, os povos Martu e Wongi. O sândalo tem sido reverenciado por gerações pelos Martu e Wongi por suas propriedades medicinais, além de ser usado em cerimônias de fumo e culturais, bem como práticas espirituais.

Confira nossos compromissos

Abraçar a circularidade e Regeneração

Circularidade

Estamos avançando em direção a um modelo econômico para garantir a circularidade de nossas embalagens até 2030 e assegurar que 100% dos nossos materiais sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis. Também nos comprometemos a usar pelo menos 20% menos material de embalagem (em peso) e garantir que 50% de todo o plástico usado seja material reciclado (em peso).

Um dos passos nessa direção é o programa pioneiro de refil de produtos que já está em operação em duas das novas lojas conceito da The Body Shop: Bond Street, em Londres, e Pacific Centre, em Vancouver. A previsão de vendas é que essa mudança possa economizar até 25 toneladas de plástico em seu primeiro ano.

Paralelamente, a The Body Shop firmou parceria com a Plastic for Change, uma plataforma que busca facilitar a transição de empresas para o uso de plástico reciclado. A organização compra o material de catadores marginalizados na Índia, oferecendo um preço justo, renda estável e melhores condições de trabalho em um setor informal que geralmente é volátil e discriminatório.

Até 2030, o grupo como um todo aumentará o uso de plástico reciclado para 50%. Além disso, para atingirmos o descarte 100% responsável de plástico, iremos compensar, por meio de programas de coleta e reúso, a quantidade equivalente de embalagens onde não existe infraestrutura de reciclagem.

Para atingir esses objetivos, já estamos dando um passo importante: dando novo fim para nossos resíduos, usando materiais compostáveis, refiláveis ou retornáveis para reaproveitar embalagens.

A The Body Shop aumentou em 325 toneladas o uso de plástico reciclado obtido por meio de Comércio Justo com Comunidades, o que corresponde a 30% do uso de plástico em suas embalagens.

No Brasil, onde todas as nossas empresas participam do programa Dê a Mão para o Futuro (DAMF), uma iniciativa setorial coordenada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Em 2020, o programa como um todo coletou mais de 121,3 mil toneladas de resíduos com a contribuição de mais de 4,7 mil catadores de 150 cooperativas no Brasil.

Em agosto 2020 entrou em operação o Programa de logística reversa em lojas das marcas do grupo Natura &Co no Brasil. O programa já está presente em mais de 90 lojas da Natura e The Body Shop do Brasil. A cada cinco embalagens vazias das marcas Avon, Natura, The Body Shop ou Aesop, o consumidor ganha um produto. A TerraCycle é a parceira que recolhe as embalagens e dá sequência ao processo de reciclagem.

Ainda no Brasil, o Programa Natura Elos visa fomentar cadeias sustentáveis de fornecimento de material reciclado pós-consumo (MRPC). Elos é uma iniciativa de responsabilidade compartilhada que envolve a Natura e seus fornecedores de embalagens (fabricantes, cooperativas e catadores). Desde 2018, o Elos recuperou mais de 24,2 mil toneladas de material reciclado pós-consumo, com 10,2 mil toneladas recuperadas somente em 2020, um volume 12% maior do que 2019.

Na América Hispânica, onde a Natura tem parceria com mais de 1,5 mil catadores e sete cooperativas, o volume de material pós-consumo recuperado foi de 3,7 mil toneladas.
A Natura também organizou um Comitê de Ecodesign para impulsionar a evolução das embalagens, priorizando materiais renováveis reciclados e opções de refil. Em 2020, 18% das unidades de embalagens da Natura no Brasil e na América Hispânica foram ecoeficientes.

A Aesop também começou a testar uma iniciativa de circularidade em suas lojas em Adelaide, Austrália. O objetivo era avaliar o envolvimento de consumidores em uma solução de reutilização de embalagens para as quatro formulações de limpador facial em frascos de vidro de 200ml.

O grupo também busca alcançar a circularidade de fórmulas, com o uso de 95% de fórmulas biodegradáveis e 95% de ingredientes naturais renováveis em todas as quatro empresas até 2030. Todas as nossas novas fórmulas terão uma menor pegada ambiental, medida pela análise do ciclo de vida (ACV).

Soluções regenerativas

Ao longo dos anos, a Natura vem investindo em soluções regenerativas, que são aquelas que captam mais carbono do que emitem.

Por meio de um programa de investimento significativo, totalizando cerca de US$ 100 milhões, a Natura continuará a desenvolver soluções regenerativas, incluindo biotecnologia e soluções de transformação de resíduos em plástico até 2030.

Um dos projetos com ótimos resultados é o uso de álcool orgânico em perfumes. Desde 2005, a Natura vem aumentando a proporção de álcool orgânico usado na produção de fragrâncias, chegando a 100% em 2015. Primeira empresa a desenvolver a lavoura canavieira sustentável no Brasil, a Native, fornecedora de álcool orgânico da Natura, possui a certificação EcoSocial, que atesta a aplicação de critérios socioambientais robustos, desde a cadeia produtiva até iniciativas de comércio justo. Em um ano, a Native reduz as emissões de CO2 em 45 mil toneladas. O uso do álcool orgânico contribuiu para a regeneração de 23 mil hectares onde vivem mais de 340 espécies de animais. Além disso, promove uma economia de água de 30% ao evitar a necessidade de lavar bem a cana após a queima, como é o caso do método de colheita tradicional.

O plano é também investir em agricultura regenerativa em áreas desmatadas para reduzir o uso de produtos químicos e criar alternativas à monocultura.

Bom exemplo disso, é uma parceria entre a Natura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Camta (Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu), na Região Norte do Brasil, que resultou em um estudo revolucionário. O estudo concluiu que a palma, quando produzida em sistemas agroflorestais (SAF), em consórcio com espécies nativas, é mais produtiva e sustentável na comparação com a monocultura. A pesquisa mostra que esses sistemas apresentam boa produtividade e geração de serviços ambientais, como provisão de alimentos e madeira, além de regular o clima e a água.

Confira nossos Compromissos